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segunda-feira, 15 de julho de 2013


Segundo o Centro Brasileiro de Infra Estrutura a Petrobras acumula perda de R$ 2,2 bi com venda de combustíveis


Preços de venda de gasolina e diesel no país estão abaixo dos valores de importação


A valorização do dólar frente ao real, que continuou forte na última semana, além do impacto negativo nas contas da Petrobras, que tem quase 80% de sua dívida na moeda americana, vem aumentando drasticamente a defasagem dos preços da gasolina e do óleo diesel. A estatal acumula perda estimada em R$ 2,2 bilhões em sua receita, de janeiro a maio, por vender os combustíveis a preços inferiores aos de sua importação.

Do total, R$ 575,5 milhões são referentes à importação de gasolina e R$ 1,6 bilhão corresponde à importação com o óleo diesel. O cálculo foi feito pelo Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), considerando os gastos com a importação, que foram superiores à receita obtida com a venda de gasolina e óleo diesel.

A alta do dólar praticamente eliminou a ligeira recuperação nos preços dos dois produtos que a estatal tinha conseguido com o reajuste obtido no dia 30 de janeiro e depois no dia 6 de março só para o diesel. Procurada pelo GLOBO, a Petrobras informou que não comentaria o assunto.

Segundo cálculos do CBIE com base nos dados disponíveis do último dia 9, a gasolina vendida pela Petrobras em suas refinarias, sem impostos, está 25,3% mais barata em relação do que o produto comercializado no mercado internacional. Já o óleo diesel está sendo vendido pela companhia cerca de 21,7% mais barato do que no exterior.

Com o governo tentando reduzir a escalada da inflação no país, especialistas não acreditam que neste ano a Petrobras conseguirá algum novo reajuste de preços dos dois combustíveis, que representam cerca de 60% de sua receita total. Mais difícil ainda, segundo esses especialistas, será conseguir aumento de preços em 2014, ano de eleilões. Ou seja, só resta à Petrobras torcer para o dólar cair e se estabilizar.

Fonte: http://oglobo.globo.com

sábado, 13 de julho de 2013

Cargas superdimensionadas e superpesadas


Carga especial paga R$ 260 mil de pedágio para cruzar SP

Única composição rodoviária transportando uma caldeira de 231 toneladas teve que desembolsar este valor em Tarifa Adicional de Pedágio, uma exigência da Artesp para o transporte de cargas superpesadas. Pedágio pago foi de mais de R$ 300,00 por quilômetro rodado

O transporte de cargas superdimensionadas e superpesadas dentro do Estado de São Paulo é um serviço que pode custar muito caro. E não é somente por causa do alto grau de especialização das empresas que operam este tipo de carga, geralmente a serviço de grandes indústrias ou encarregadas de transportar enormes equipamentos para obras de infraestrutura.

Também entram nesta conta os exorbitantes valores cobrados das transportadoras a título de Tarifa Adicional de Pedágio (TAP), uma rubrica criada pela Artesp, a agência reguladora das rodovias paulistas, em uma Resolução de 1997, para todos os veículos transportando carga excepcional com peso acima de 45 toneladas.

Segundo uma das empresas que realizam este tipo de serviços em São Paulo, antes da onda de concessões rodoviárias e da proliferação de praças de pedágio por todo o Estado, a tarifa representava pouco sobre o frete, mas hoje, com a grande maioria das principais rodovias paulistas cobrando pedágio, este custo pode chegar a até 65% do valor total do frete.

Um exemplo sintomático da cobrança da TAP foi uma operação realizada por esta empresa para o transporte de uma caldeira de 231 toneladas entre o Porto de Santos e a cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, onde a Petrobras constroi uma fábrica de fertilizantes.

O equipamento chegou ao porto e, para cruzar o Estado de São Paulo, entre Santos e a cidade paulista de Castilho, quase na divisa como MS, a transportadora desembolsou um total de R$ 260 mil em pedágio. O valor foi pago para trafegar por cerca de 900 quilômetros em rodovias paulistas, passando por 18 praças de pedágio. Em outro exemplo, de transporte de equipamento também para a Petrobras, a empresa pagou mais de R$ 2 mil de pedágio por quilômetro rodado, sem qualquer amparo técnico.

“Este valor inclui, além da TAP, outras cobranças instituídas pela Artesp em benefício das concessionárias rodoviárias. Esta cobrança exorbitante chega a inviabilizar a fabricação de grandes equipamentos industriais dentro do Estado, tirando a competitividade de São Paulo”, comenta Henrique Zuppardo, empresário do transporte de cargas especiais, diretor Adjunto da Especialidade de Transporte de Cargas Indivisíveis do SETCESP, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região.

Dentre as áreas mais prejudicadas pela cobrança das altas tarifas adicionais de pedágio estão as que fabricam equipamentos como transformadores, rotores de turbina, geradores, reatores, colunas, caldeiras, fornos, todos destinados aos setores de energia, petróleo & gás, químico & petroquímico, mineração, siderurgia e infraestrutura.

Representantes das transportadoras do segmento contam que já tentaram dialogar com o Estado para a revogação da cobrança, mas não tiveram sucesso, mesmo diante do argumento da inviabilização da indústria de base paulista.

Segundo os transportadores, o pagamento da tarifa adicional é feito antecipadamente, antes de a operação acontecer, gerando custo financeiro adicional, pois a empresa só recebe o frete 30 dias após a descarga do equipamento.

Além disso, não se encontra qualquer outro Estado ou mesmo país que realize cobrança semelhante. De acordo com Henrique Zuppardo, a cobrança feita pelas concessionárias não está embasada em qualquer argumento técnico. “Para se ter uma ideia, o pedágio adicional também é cobrado quando o veículo está vazio e ultrapassa o limite das 45 toneladas. Segundo a resolução da Artesp, a cobrança é feita ‘considerando a necessidade de prover fonte de receita operacional atualizada para o sistema rodoviário paulista’ e não existe qualquer serviço extra que é prestado à transportadora para justificá-la”, revela o empresário, com exclusividade para o Portal Transporta Brasil.

Fonte: http://www.transportabrasil.com.br

Embarque de grãos monitorados via sistema eletrônico.


Portos do Paraná monitoram embarque de grãos por meio de sistema eletrônico.


A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) acaba de implantar um sistema que permite o monitoramento, em tempo real, pela internet, das cargas embarcadas nos terminais ligados ao Complexo Corredor de Exportação. Através do portal é possível acompanhar a medição dos produtos embarcados nos navios ou descarregados nos terminais, por meio de caminhões ou vagões. Todos os terminais devem estar adaptados à nova ferramenta até o final de agosto.
O sistema permite ver o estoque real de cada terminal, ou seja, a quantidade de entrada e saída. De acordo com a Appa, a integração atende a uma determinação da Receita Federal e dá mais transparência ao sistema de embarques, pois garante a exatidão dos números informados. O modelo também comunica possíveis falhas ou panes no sistema de embarque.
O portal foi desenvolvido por técnicos da Appa e da Companhia de Tecnologia e Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). “O sistema nos permite saber quem está carregando, quanto está embarcando. Integramos as balanças rodoviárias e agora temos a visão do estoque real de cada terminal. Isso permite fazer uma logística mais precisa, para adequar o recebimento da carga aos embarques”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
Antes da ferramenta, os estoques de cada terminal eram informados durante as reuniões de atracação, realizadas diariamente em Paranaguá, sem o uso de monitoramento eletrônico. Com base nestes dados eram estabelecidas as quotas diárias de caminhões liberados para descarregar no porto, assim como a programação dos navios.
Ao todo, sete terminais privados e dois públicos estão interligados ao Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá – complexo de 32 quilômetros de esteiras rolantes que ligam os terminais aos navios. Na saída de cada um dos terminais, existem balanças instaladas nas esteiras, que fazem a aferição da carga que está sendo embarcada nos navios.
Fonte: http://www.cnt.org.br

domingo, 7 de julho de 2013

Aracruz e região, um berço de oportunidades.

As maiores oportunidades de salários em Aracruz e região


De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, revela que as profissões com maiores salários médios em Aracruz, na iniciativa privada, são: agrônomos e engenheiros de alimentos (R$ 17.392,00), médicos (R$ 9.815,29) e profissionais em navegação aérea, marítima e fluvial (R$ 8.299,99).

Os resultados da pesquisa, na avaliação do secretário estadual do Trabalho, Jadir Pela, são influenciados pela vocação de cada município para uma atividade econômica, relação entre a oferta e a demanda de empregos, presença de empresas de grande porte ou de instituições de ensino. “Aracruz tem isso de sobra, como a Fibria, Canexus, Evonik, Portocel, Imetame, Estaleiro Jurong, Ifes, Senai, Cedtec e duas faculdades particulares”, disse Pela.

O município de Ibiraçu também apresenta ótimas oportunidades de salários: R$ 5 mil para supervisores de manutenção eletroeletrônica e eletromecânica, R$ 4.114,00 para engenheiros e arquitetos e R$ 4.066,67 para supervisores de produção de utilidades.

Em Fundão, os maiores salários são para supervisores em serviços de reparação e manutenção mecânica (R$ 3.880,00), profissionais de comunicação e informação (R$ 3.790,00) e técnicos em eletroeletrônica, eletricidade, telecomunicações e instrumentação (R$ 3 mil).

Em João Neiva, R$ 2.408,00 para supervisores de usinagem, fabricação e montagem metalmecânica (R$ 2.408,00); supervisores de extração mineral e construção civil (R$ 1.957,67) e operadores de máquinas de usinagem, afiadores e polidores de metais (R$ 1.765,33).

Fonte: http://www.folhalitoral.com.br

Feito anúncio confirmando porto da Nutripetro em Aracruz.

Confirmado porto da Nutripetro em Aracruz


A presidente Dilma Roussef anunciou na quarta-feira 03, em Brasília, que o projeto da Nutripetro em Barra do Riacho, Aracruz, é o único que faz parte do primeiro pacote de 50 terminais privativos autorizado pelo governo federal, entre os nove projetos de portos privados no Espírito Santo, com previsão de operação no ano que vem.

O porto da Nutripetro é um terminal de apoio offshore, para recebimento, armazenamento e expedição de produtos para comércio exterior e atividade aquaviária. O investimento do Grupo Ambipar é de R$ 1 bilhão, com investimento inicial de R$ 400 milhões. A intenção do governo federal é que os portos privados contribuam para remover os entraves do setor e aumentar a capacidade portuária nacional.

O chamado Retroporto Multimodal da Nutripetro, que já está pronto, tem área alfandegada de 250.000m². O empreendimento tem como objetivo específico atender a crescente demanda de empresas exportadoras e importadoras por adequadas infraestruturas de estocagem.

A retroárea multimodal será atrelada ao terminal que irá operar no sistema de supply boat, em atividades da indústria petrolífera, com manutenção de plataformas, além de operar as atividades de carga geral e granéis sólidos (grãos, fertilizantes, embalagens etc.). Serão construídos tanques especiais para armazenamento de produtos químicos, petroquímicos e alimentícios para gases e líquidos.

No mar

O projeto conceitual do porto foi desenvolvido de forma a se otimizar o aproveitamento da área disponível com um mínimo de impacto ambiental, e contará com retroárea, Terminal de Supply e Terminal Portuário com ponte de acesso, quebra-mar e píer (cinco berços). A ponte de acesso avançará dois quilômetros mar adentro. O quebra-mar e a ponte de acesso reduzirão o volume das ondas em dois quilômetros ao longo do litoral, onde haverá menor capacidade de transporte de sedimentos, provocando, na parte central da faixa, o surgimento de pequenos bancos de areia. Isso reduzirá bastante o assoreamento na foz do rio Riacho. Não haverá prejuízos à prática de esportes aquáticos, exceto na zona de sombra do quebra-mar, mas que por ser área portuária, haverá restrição de acesso.

Fonte: http://www.folhalitoral.com.br