Confirmado porto da Nutripetro em Aracruz
A presidente Dilma Roussef anunciou na quarta-feira 03, em Brasília, que o projeto da Nutripetro em Barra do Riacho, Aracruz, é o único que faz parte do primeiro pacote de 50 terminais privativos autorizado pelo governo federal, entre os nove projetos de portos privados no Espírito Santo, com previsão de operação no ano que vem.
O porto da Nutripetro é um terminal de apoio
offshore, para recebimento, armazenamento e expedição de produtos para comércio
exterior e atividade aquaviária. O investimento do Grupo Ambipar é de R$ 1
bilhão, com investimento inicial de R$ 400 milhões. A intenção do governo
federal é que os portos privados contribuam para remover os entraves do setor e
aumentar a capacidade portuária nacional.
O chamado Retroporto Multimodal da Nutripetro, que
já está pronto, tem área alfandegada de 250.000m². O empreendimento tem como
objetivo específico atender a crescente demanda de empresas exportadoras e
importadoras por adequadas infraestruturas de estocagem.
A retroárea multimodal será atrelada ao terminal
que irá operar no sistema de supply boat, em atividades da indústria
petrolífera, com manutenção de plataformas, além de operar as atividades de
carga geral e granéis sólidos (grãos, fertilizantes, embalagens etc.). Serão
construídos tanques especiais para armazenamento de produtos químicos,
petroquímicos e alimentícios para gases e líquidos.
No mar
O projeto conceitual do porto foi desenvolvido de
forma a se otimizar o aproveitamento da área disponível com um mínimo de
impacto ambiental, e contará com retroárea, Terminal de Supply e Terminal
Portuário com ponte de acesso, quebra-mar e píer (cinco berços). A ponte de
acesso avançará dois quilômetros mar adentro. O quebra-mar e a ponte de acesso
reduzirão o volume das ondas em dois quilômetros ao longo do litoral, onde
haverá menor capacidade de transporte de sedimentos, provocando, na parte
central da faixa, o surgimento de pequenos bancos de areia. Isso reduzirá
bastante o assoreamento na foz do rio Riacho. Não haverá prejuízos à prática de
esportes aquáticos, exceto na zona de sombra do quebra-mar, mas que por ser
área portuária, haverá restrição de acesso.
Fonte: http://www.folhalitoral.com.br


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