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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Comissão mista aprova, enfim, mesmo após impasses o relatório da MP dos Portos


Texto contém emendas controversas que serão, muito provavelmente, vetadas pela presidente Dilma.

A comissão mista – de deputados e senadores – que analisa a Medida Provisória nº 595, conhecida como MP dos Portos, aprovou nesta quarta-feira o parecer do senador peemedebista Eduardo Braga (PMDB-AM). Mais do que concluir a primeira etapa de votação de texto que reúne o novo marco regulatório do setor portuário, senadores conseguiram emplacar no colegiado modificações polêmicas que têm destino certo nas mãos da presidente Dilma Rousseff: o veto.
Foi aprovada, por exemplo, emenda do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que prevê que, nos contratos de concessão e arrendamento de portos ainda a serem assinados, a União será obrigada a prorrogar a vigência do documento para um período de até 50 anos. Embora haja a exigência de investimentos de expansão e modernização das instalações portuárias em troca da prorrogação, o veto é justificado por governistas pelo fato de a emenda aprovada obrigar a União a ampliar o tempo que o concessionário terá para explorar o porto. “A prorrogação seria obrigatória e não há nenhum entendimento quanto ao mérito desta matéria porque, na prática, significa contratos de 50 anos de concessão”, explicou o senador Eduardo Braga, relator da MP.
Outra mudança aprovada nesta quarta-feira na comissão mista e que também deverá ser alvo de veto é a proposta de renovação, por um período de cinco a dez anos, das concessões de portos cujos contratos de arrendamento tenham sido assinados antes de 1993, data da Lei dos Portos. Conforme a emenda aprovada, de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), a renovação pode ser feita, sem caráter obrigatório, apenas por uma vez e tem de ser pelo mesmo prazo do contrato original. 
O texto bate de frente com o acordo que havia sido costurado pelo Palácio do Planalto, que previa que os contratos de arrendamento nos portos públicos assinados antes de 1993 e que, portanto, estão vencidos ou prestes a vencer, poderiam ser renovados, a critério do governo, pelo prazo de até cinco anos. Com a nova versão aprovada, a presidente Dilma Rousseff deve barrar a mudança. “Eles (os parlamentares) jogaram fora o acordo e vão ser vetados”, estimou Braga.
O texto da MP dos Portos será, agora, encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer novas modificações. Em seguida, o destino será o plenário do Senado. Em caso de uma nova rodada de alterações de conteúdo, desta vez promovida pelos senadores, a MP retorna à Câmara para uma última votação.
Desde seu envio ao Congresso Nacional, em dezembro do ano passado, a MP dos Portos foi alvo de impasse. Indicativos de greves de portuários e pressões do setor empresarial, capitaneadas por Jorge Gerdau, conselheiro de gestão da presidente Dilma Rousseff, marcaram as negociações do texto. Nesta terça, a coordenadora política do governo, a ministra Ideli Salvatti, chegou a afirmar que as negociações já haviam atingindo o “limite”. A MP dos Portos precisa ser votada nos plenários da Câmara e do Senado até o dia 16 de maio para não perder a validade.
Por ora, permanecem no escopo da MP a criação da figura dos terminais-indústria, que seriam destinados exclusivamente a companhias que têm carga própria suficiente para operar este tipo de porto, e o dispositivo que abre a possibilidade de a União, se quiser autorizar que os portos já delegados aos estados continuem sob a responsabilidade dos governos locais. Esta última proposta vai ao encontro das reivindicações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Provável candidato à presidência da República em 2014, Campos se aliou a setores do movimento sindical para pressionar por mudanças no texto da MP. A principal crítica do socialista era a centralização de decisões e outorgas nas mãos da União e a consequente perda de poder dos estados sobre os portos sob gestão estadual, como o porto de Suape.
Direitos trabalhistas
O primeiro dilema a ser enfrentado pelo Palácio do Planalto das discussões sobre a MP dos Portos é a manutenção de direitos trabalhistas. Ela foi garantida pelo senador Eduardo Braga em seu parecer sobre a medida provisória e mantida intacta na votação desta quarta-feira. Estão asseguradas no texto da MP, por exemplo, propostas como a não contratação de mão-de-obra temporária no caso de capatazes, estivadores, vigilantes de embarcações e pessoas responsáveis por conferência e conserto de carga; a implantação da renda mínima, que funcionará como uma espécie de seguro desemprego do trabalhador avulso que não estiver empregado, além de um regime de aposentadoria.

 Fonte: http://veja.abril.com.br

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Brasil, país do futuro?

De afirmação a dúvida. Por que o futuro do país demonstra tantas incertezas?


*Por Bruno Sangali

A década iniciou trazendo ao povo brasileiro ares de prosperidade. O país superou a crise, convive com uma economia estável. A inflação tão “temida” nos anos 90 assombrava o país com índices que passaram dos 800% em um ano! Em 2010 a média anual foi de 5,91%. Já a taxa de desemprego caiu pela metade nos últimos 9 anos onde atingimos 6,3%. O menor índice de nossa história. Enfim, tudo indica que “chegou a vez do Brasil”.


Então, quais são estas incertezas?  Como principal fator negativo, podemos destacar o atraso na infra-estrutura nacional. Não há boas perspectivas quanto a grandes investimentos nesta área para suprir a demanda pelo transporte nacional. O modal ferroviário, utilizado principalmente para o transporte de produtos pesados e de baixo valor agregado possui apenas 29.500 dos 52.000 km estabelecidos como necessários pela ANTF – Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários.  Outra possibilidade seria o melhor aproveitamento do transporte por hidrovias. Como vivemos em um país onde a costa marítima é extensa, possui-se rios com grande potencial para o transporte hidroviário, por que não usar este modal? Utilizamos apenas 10.000 dos 42.000 km das hidrovias existentes no Brasil! 

Os portos não suportam as movimentações atuais, gerando atrasos e muitas vezes desistência do uso do modal pelas empresas embarcadoras que acabam procurando cada vez mais pelo transporte rodoviário. É a soma de tais fatores que sobrecarrega este modal, responsável por mais de 60% de toda movimentação de produtos no Brasil. Em nenhum ano o número de caminhões vendidos foi superior ao de 2010. Porém as estradas não evoluíram. Buracos, falta de sinalização e pavimentação, déficit de motoristas em torno de 15% atrasam e encarecem o transporte.  Mas como que um país campeão de arrecadação de impostos não consegue corresponder à demanda da infra-estrutura?

Este é outro importante ponto negativo. Batemos o recorde também na corrupção, nos mostrando um resultado de uma matemática simples: muito se arrecada pouco se investe. Tudo isso é refletido principalmente nos custos de empresas do setor logístico. No Brasil, os gastos logísticos nas empresas chegam a 14%, onde em países como os EUA esses valores giram em torno de 8%. E como sobrevivem as empresas do ramo? Trabalham com uma margem de lucro baixa para poder continuar no mercado.

É preciso investir na infra-estrutura. O Brasil tem uma geografia que favorece a maioria dos modais. O aumento de ferrovias disponíveis, por exemplo, irá retirar das rodovias uma grande fatia do transporte de produtos pesados, como minérios de ferro e combustíveis. Necessitamos de uma reforma no sistema tributário com o objetivo de reformular os investimentos aplicados para o setor dos transportes.   Esperamos que após as escolhas do Brasil para ser o país sede das olimpíadas e da copa do mundo  retorno dos tributos sejam melhor aproveitados e investidos para que possamos ter sim uma década para entrar positivamente na história do Brasil. Por isso, mais do que nunca precisaremos de grandes administradores capazes de suportar as adversidades e aliar suas estratégias ao bom período vivido pelo país.





Graça Foster diz não estar preocupada com Porto do Açu.


Despreocupada...


Pela visibilidade de Eike Batista, os projetos do empresário dão muito mais pano pra manga do que os concorrentes no noticiário nacional. Um de seus mais ousados empreendimentos, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, têm obras avançadas.
No entanto, especula-se sobre a viabilidade da construção do Porto. Algumas notícias colocaram a Petrobras, interessada direta no empreendimento, na roda. No entanto, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, desmentiu nesta quarta (10) que esteja colocando o dedo nesta questão. Segundo ela, os assuntos que trata junto a Eike são de outra natureza, nada têm a ver com o Açu.

Imagem foca a região chamada de LLXMinas Rio

Questionada sobre uma possível estatização do Porto, Graça afirmou não estar preocupada com essa possibilidade. Eike Batista, por sua vez, reafirma o potencial de seu projeto, que deseja transformar no maior porto brasileiro, superando até mesmo o de Santos. O empresário já até o classificou como "Roterdã dos trópicos".

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Investimentos na infraestrutura portuária do Espírito Santo.


Espírito Santo terá novo terminal portuário privado


O Brasil deve ganhar um novo terminal portuário de águas profundas em três anos. O empreendimento, batizado de Porto Central, será construído em Presidente Kennedy, município no sul do Espírito Santo, pela associação entre o Porto de Roterdã, da Holanda, e um grupo de empresários locais com experiência nas indústrias de mineração e offshore que fundou a empresa Terminal Presidente Kennedy (TPK).

O projeto quer atender a setores como petróleo e gás, mineração, agricultura, indústria automobilística, entre outros. Segundo o governo capixaba, o investimento previsto ultrapassa R$ 1 bilhão e irá gerar mil empregos na construção e até 6 mil vagas quando entrar em operação.
Na primeira fase, o terminal vai ocupar uma área de 1 mil hectares. O projeto traz um conceito de cluster, em que empresas similares irão operar em funções semelhantes, criando um conglomerado que permitirá integração entre as mesmas, gerando eficiência. Um dos principais diferenciais do projeto é ser construído em águas profundas, permitindo maior capacidade de operação.
Em junho de 2011, os empresários do Porto de Roterdã assinaram um protocolo de intenções com o governo do estado para a escolha da área onde seria implantado o projeto. No início de abril deste ano, foi sacramentado o documento que visa ao estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para concretizar a instalação do empreendimento. De acordo com o Porto Central, até o próximo ano serão obtidas as licenças para a obra.
No início de junho deste ano, uma delegação capixaba foi à Holanda para tratar com os executivos de Roterdã sobre o projeto do Porto Central. Segundo o diretor financeiro e membro do Conselho de Administração do Porto de Roterdã, Paul Smits, será instalado um escritório em Vitória no mês de setembro, para o qual foi escalado o executivo Edwim Van Espen, que foi o responsável pela implantação de um projeto semelhante em Omã.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, comemora a conquista do empreendimento. “Ele solucionará alguns desafios que temos de estrutura e nós, do governo do estado, vamos apoiar para que o projeto se concretize.” Para o secretário de Desenvolvimento, Márcio Félix, a economia do Espírito Santo terá grandes mudanças com este novo porto. “A história da nossa economia terá um antes e um depois do projeto do Porto Central. O Brasil está crescendo e empreendimentos como esse atenderão a uma demanda que é maior a cada dia. A expertise dos holandeses irá nos trazer grandes oportunidades e este será mais um empreendimento âncora que vai atrair muitos outros projetos”.