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segunda-feira, 15 de julho de 2013


Segundo o Centro Brasileiro de Infra Estrutura a Petrobras acumula perda de R$ 2,2 bi com venda de combustíveis


Preços de venda de gasolina e diesel no país estão abaixo dos valores de importação


A valorização do dólar frente ao real, que continuou forte na última semana, além do impacto negativo nas contas da Petrobras, que tem quase 80% de sua dívida na moeda americana, vem aumentando drasticamente a defasagem dos preços da gasolina e do óleo diesel. A estatal acumula perda estimada em R$ 2,2 bilhões em sua receita, de janeiro a maio, por vender os combustíveis a preços inferiores aos de sua importação.

Do total, R$ 575,5 milhões são referentes à importação de gasolina e R$ 1,6 bilhão corresponde à importação com o óleo diesel. O cálculo foi feito pelo Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), considerando os gastos com a importação, que foram superiores à receita obtida com a venda de gasolina e óleo diesel.

A alta do dólar praticamente eliminou a ligeira recuperação nos preços dos dois produtos que a estatal tinha conseguido com o reajuste obtido no dia 30 de janeiro e depois no dia 6 de março só para o diesel. Procurada pelo GLOBO, a Petrobras informou que não comentaria o assunto.

Segundo cálculos do CBIE com base nos dados disponíveis do último dia 9, a gasolina vendida pela Petrobras em suas refinarias, sem impostos, está 25,3% mais barata em relação do que o produto comercializado no mercado internacional. Já o óleo diesel está sendo vendido pela companhia cerca de 21,7% mais barato do que no exterior.

Com o governo tentando reduzir a escalada da inflação no país, especialistas não acreditam que neste ano a Petrobras conseguirá algum novo reajuste de preços dos dois combustíveis, que representam cerca de 60% de sua receita total. Mais difícil ainda, segundo esses especialistas, será conseguir aumento de preços em 2014, ano de eleilões. Ou seja, só resta à Petrobras torcer para o dólar cair e se estabilizar.

Fonte: http://oglobo.globo.com

sábado, 13 de julho de 2013

Cargas superdimensionadas e superpesadas


Carga especial paga R$ 260 mil de pedágio para cruzar SP

Única composição rodoviária transportando uma caldeira de 231 toneladas teve que desembolsar este valor em Tarifa Adicional de Pedágio, uma exigência da Artesp para o transporte de cargas superpesadas. Pedágio pago foi de mais de R$ 300,00 por quilômetro rodado

O transporte de cargas superdimensionadas e superpesadas dentro do Estado de São Paulo é um serviço que pode custar muito caro. E não é somente por causa do alto grau de especialização das empresas que operam este tipo de carga, geralmente a serviço de grandes indústrias ou encarregadas de transportar enormes equipamentos para obras de infraestrutura.

Também entram nesta conta os exorbitantes valores cobrados das transportadoras a título de Tarifa Adicional de Pedágio (TAP), uma rubrica criada pela Artesp, a agência reguladora das rodovias paulistas, em uma Resolução de 1997, para todos os veículos transportando carga excepcional com peso acima de 45 toneladas.

Segundo uma das empresas que realizam este tipo de serviços em São Paulo, antes da onda de concessões rodoviárias e da proliferação de praças de pedágio por todo o Estado, a tarifa representava pouco sobre o frete, mas hoje, com a grande maioria das principais rodovias paulistas cobrando pedágio, este custo pode chegar a até 65% do valor total do frete.

Um exemplo sintomático da cobrança da TAP foi uma operação realizada por esta empresa para o transporte de uma caldeira de 231 toneladas entre o Porto de Santos e a cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, onde a Petrobras constroi uma fábrica de fertilizantes.

O equipamento chegou ao porto e, para cruzar o Estado de São Paulo, entre Santos e a cidade paulista de Castilho, quase na divisa como MS, a transportadora desembolsou um total de R$ 260 mil em pedágio. O valor foi pago para trafegar por cerca de 900 quilômetros em rodovias paulistas, passando por 18 praças de pedágio. Em outro exemplo, de transporte de equipamento também para a Petrobras, a empresa pagou mais de R$ 2 mil de pedágio por quilômetro rodado, sem qualquer amparo técnico.

“Este valor inclui, além da TAP, outras cobranças instituídas pela Artesp em benefício das concessionárias rodoviárias. Esta cobrança exorbitante chega a inviabilizar a fabricação de grandes equipamentos industriais dentro do Estado, tirando a competitividade de São Paulo”, comenta Henrique Zuppardo, empresário do transporte de cargas especiais, diretor Adjunto da Especialidade de Transporte de Cargas Indivisíveis do SETCESP, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região.

Dentre as áreas mais prejudicadas pela cobrança das altas tarifas adicionais de pedágio estão as que fabricam equipamentos como transformadores, rotores de turbina, geradores, reatores, colunas, caldeiras, fornos, todos destinados aos setores de energia, petróleo & gás, químico & petroquímico, mineração, siderurgia e infraestrutura.

Representantes das transportadoras do segmento contam que já tentaram dialogar com o Estado para a revogação da cobrança, mas não tiveram sucesso, mesmo diante do argumento da inviabilização da indústria de base paulista.

Segundo os transportadores, o pagamento da tarifa adicional é feito antecipadamente, antes de a operação acontecer, gerando custo financeiro adicional, pois a empresa só recebe o frete 30 dias após a descarga do equipamento.

Além disso, não se encontra qualquer outro Estado ou mesmo país que realize cobrança semelhante. De acordo com Henrique Zuppardo, a cobrança feita pelas concessionárias não está embasada em qualquer argumento técnico. “Para se ter uma ideia, o pedágio adicional também é cobrado quando o veículo está vazio e ultrapassa o limite das 45 toneladas. Segundo a resolução da Artesp, a cobrança é feita ‘considerando a necessidade de prover fonte de receita operacional atualizada para o sistema rodoviário paulista’ e não existe qualquer serviço extra que é prestado à transportadora para justificá-la”, revela o empresário, com exclusividade para o Portal Transporta Brasil.

Fonte: http://www.transportabrasil.com.br

Embarque de grãos monitorados via sistema eletrônico.


Portos do Paraná monitoram embarque de grãos por meio de sistema eletrônico.


A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) acaba de implantar um sistema que permite o monitoramento, em tempo real, pela internet, das cargas embarcadas nos terminais ligados ao Complexo Corredor de Exportação. Através do portal é possível acompanhar a medição dos produtos embarcados nos navios ou descarregados nos terminais, por meio de caminhões ou vagões. Todos os terminais devem estar adaptados à nova ferramenta até o final de agosto.
O sistema permite ver o estoque real de cada terminal, ou seja, a quantidade de entrada e saída. De acordo com a Appa, a integração atende a uma determinação da Receita Federal e dá mais transparência ao sistema de embarques, pois garante a exatidão dos números informados. O modelo também comunica possíveis falhas ou panes no sistema de embarque.
O portal foi desenvolvido por técnicos da Appa e da Companhia de Tecnologia e Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). “O sistema nos permite saber quem está carregando, quanto está embarcando. Integramos as balanças rodoviárias e agora temos a visão do estoque real de cada terminal. Isso permite fazer uma logística mais precisa, para adequar o recebimento da carga aos embarques”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
Antes da ferramenta, os estoques de cada terminal eram informados durante as reuniões de atracação, realizadas diariamente em Paranaguá, sem o uso de monitoramento eletrônico. Com base nestes dados eram estabelecidas as quotas diárias de caminhões liberados para descarregar no porto, assim como a programação dos navios.
Ao todo, sete terminais privados e dois públicos estão interligados ao Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá – complexo de 32 quilômetros de esteiras rolantes que ligam os terminais aos navios. Na saída de cada um dos terminais, existem balanças instaladas nas esteiras, que fazem a aferição da carga que está sendo embarcada nos navios.
Fonte: http://www.cnt.org.br

domingo, 7 de julho de 2013

Aracruz e região, um berço de oportunidades.

As maiores oportunidades de salários em Aracruz e região


De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, revela que as profissões com maiores salários médios em Aracruz, na iniciativa privada, são: agrônomos e engenheiros de alimentos (R$ 17.392,00), médicos (R$ 9.815,29) e profissionais em navegação aérea, marítima e fluvial (R$ 8.299,99).

Os resultados da pesquisa, na avaliação do secretário estadual do Trabalho, Jadir Pela, são influenciados pela vocação de cada município para uma atividade econômica, relação entre a oferta e a demanda de empregos, presença de empresas de grande porte ou de instituições de ensino. “Aracruz tem isso de sobra, como a Fibria, Canexus, Evonik, Portocel, Imetame, Estaleiro Jurong, Ifes, Senai, Cedtec e duas faculdades particulares”, disse Pela.

O município de Ibiraçu também apresenta ótimas oportunidades de salários: R$ 5 mil para supervisores de manutenção eletroeletrônica e eletromecânica, R$ 4.114,00 para engenheiros e arquitetos e R$ 4.066,67 para supervisores de produção de utilidades.

Em Fundão, os maiores salários são para supervisores em serviços de reparação e manutenção mecânica (R$ 3.880,00), profissionais de comunicação e informação (R$ 3.790,00) e técnicos em eletroeletrônica, eletricidade, telecomunicações e instrumentação (R$ 3 mil).

Em João Neiva, R$ 2.408,00 para supervisores de usinagem, fabricação e montagem metalmecânica (R$ 2.408,00); supervisores de extração mineral e construção civil (R$ 1.957,67) e operadores de máquinas de usinagem, afiadores e polidores de metais (R$ 1.765,33).

Fonte: http://www.folhalitoral.com.br

Feito anúncio confirmando porto da Nutripetro em Aracruz.

Confirmado porto da Nutripetro em Aracruz


A presidente Dilma Roussef anunciou na quarta-feira 03, em Brasília, que o projeto da Nutripetro em Barra do Riacho, Aracruz, é o único que faz parte do primeiro pacote de 50 terminais privativos autorizado pelo governo federal, entre os nove projetos de portos privados no Espírito Santo, com previsão de operação no ano que vem.

O porto da Nutripetro é um terminal de apoio offshore, para recebimento, armazenamento e expedição de produtos para comércio exterior e atividade aquaviária. O investimento do Grupo Ambipar é de R$ 1 bilhão, com investimento inicial de R$ 400 milhões. A intenção do governo federal é que os portos privados contribuam para remover os entraves do setor e aumentar a capacidade portuária nacional.

O chamado Retroporto Multimodal da Nutripetro, que já está pronto, tem área alfandegada de 250.000m². O empreendimento tem como objetivo específico atender a crescente demanda de empresas exportadoras e importadoras por adequadas infraestruturas de estocagem.

A retroárea multimodal será atrelada ao terminal que irá operar no sistema de supply boat, em atividades da indústria petrolífera, com manutenção de plataformas, além de operar as atividades de carga geral e granéis sólidos (grãos, fertilizantes, embalagens etc.). Serão construídos tanques especiais para armazenamento de produtos químicos, petroquímicos e alimentícios para gases e líquidos.

No mar

O projeto conceitual do porto foi desenvolvido de forma a se otimizar o aproveitamento da área disponível com um mínimo de impacto ambiental, e contará com retroárea, Terminal de Supply e Terminal Portuário com ponte de acesso, quebra-mar e píer (cinco berços). A ponte de acesso avançará dois quilômetros mar adentro. O quebra-mar e a ponte de acesso reduzirão o volume das ondas em dois quilômetros ao longo do litoral, onde haverá menor capacidade de transporte de sedimentos, provocando, na parte central da faixa, o surgimento de pequenos bancos de areia. Isso reduzirá bastante o assoreamento na foz do rio Riacho. Não haverá prejuízos à prática de esportes aquáticos, exceto na zona de sombra do quebra-mar, mas que por ser área portuária, haverá restrição de acesso.

Fonte: http://www.folhalitoral.com.br

Projeto portuário da Imetame.

Imetame apresenta projeto portuário na Mec Show


A Imetame Logística apresenta na Mec Show 2013 – 6ª Feira da Metalmecânica, Energia e Automação, de 23 a 26, no Pavilhão de Carapina, na Serra, o seu projeto do terminal portuário de multiuso em Aracruz, localizado ao lado do Estaleiro Jurong, em Barra do Sahy. O passo a passo será mostrado pelo diretor Áureo Leal.

O projeto prevê a fabricação de equipamentos para uso na indústria marítima e na cadeia de petróleo e gás, como módulos de plataformas. O projeto será implantado na Praia dos Hóspedes, no quilômetro 50 da Rodovia ES 010, ocupando uma área de 354 mil metros quadrados. O investimento é de R$ 260 milhões.

O projeto prevê ainda a atracação de plataformas de petróleo para reformas e manutenções diversas, além da utilização de áreas e atracadouros como base de apoio às operações offshore. O empreendimento se diferenciar pela agilidade em fabricar, montar e carregar, em embarcações, grandes elementos industriais. Por exemplo, módulos de processo com até 1,6 mil toneladas poderão ser carregados diretamente para plataformas ou balsas de transporte num período médio de quatro horas. No Brasil, isso geralmente ocorre entre três a cinco dias.

Como será

O terminal será especializado ainda em manutenção (emergencial ou programada) de FPSO atuais e também para aquelas que entrarão em operação no mundo nos próximos 40 anos. Ao mesmo tempo, oferecerá recursos avançados para as atividades de apoio às plataformas, permitindo extrema rapidez no atendimento de PSV (platform supply vessel) e navios similares.

O complexo terá uma área industrial (edifícios, pátios, instalações de segurança, restaurante vestiários e guindastes) associada a uma dársena para atracação de embarcações que receberão os equipamentos produzidos, além de uma área destinada a atracação de navios de apoio a plataformas marítimas.

Na área haverá espaço para dez berços com dimensões variadas, mas contínuas, permitindo a atracação de navios de diferentes comprimentos. Esses berços terão capacidade para a permanência de até 14 PSV simultaneamente.

Fonte: http://www.folhalitoral.com.br

terça-feira, 25 de junho de 2013

Fibria e a valorização do dólar

Fibria diz que se beneficia com valorização do dólar


Uma das grandes exportadoras do país e maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, a Fibria - controlada do grupo Votorantim e do BNDES - vê benefícios para a companhia na recente alta do dólar frente ao real. “O efeito é todo positivo”, disse ao Valor o diretor financeiro da fabricante, Guilherme Cavalcanti
“Nossas vendas são todas em dólar, com contabilização diária, conforme o dólar do dia, então somos passivamente beneficiado”, afirmou o executivo.

Ao mesmo tempo, a Fibria tem 80% de seus custos vin      culados ao real. Essa diferença entre receita e custos, no atual cenário, amplia a geração de caixa da empresa.

Conforme o executivo, a valorização da moeda americana não levou à necessidade de ações comerciais específicas, nem à alteração da política de hedge da companhia, que modificou sua estratégia e desde março do ano passado não vende dólar futuro.

Fonte: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/6/21/fibria-diz-que-se-beneficia-com-valorizacao-do-dolar


Brasil precisará importar 200 mil toneladas de feijão.


O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, disse que a redução de 10% para zero na Tarifa Externa Comum (TEC) sobre as compras de feijão feitas de países de fora do MERCOSUL, anunciada na segunda-feira, é importante por causa da quebra da safra na região Nordeste e no norte de Minas Gerais. Segundo ele, para equilibrar o mercado, o Brasil precisa importar 200 mil toneladas de feijão até o fim de outubro.

"No caso do feijão, temos uma dificuldade em criar estoques reguladores porque quanto mais velho pior é a qualidade do grão. Esperamos voltar a um equilíbrio da produção na próxima safra", disse Andrade ao chegar ao Ministério de Minas e Energia, para reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Redução de alíquota

Na segunda-feira, o governo anunciou a redução de 10% para zero do Imposto de Importação de vários tipos de feijão, com o objetivo de conter a alta dos preços do produto no mercado interno, em mais um esforço para controlar a inflação. A medida é temporária e vigora até 30 de novembro deste ano.

Menor área de plantio

Os levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que houve retração na área plantada de feijão tanto na safra de verão (-7,2%), semeada no segundo semestre do ano passado, como na segunda safra, que foi plantada no primeiro trimestre deste ano (-9,5%).

Aumento insuficiente

A projeção da Conab é de aumento no plantio da safra de inverno (+1,0%), que está sendo semeada, mas insuficiente para compensar a retração das duas outras safras. A estimativa total da Conab é de recuo de 235,2 mil hectares no plantio de feijão, para 3,026 milhões de hectares. A expectativa é de queda de 2,7% na produção, para 2,84 milhões de toneladas.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/06/brasil-precisara-importar-200-mil-t-de-feijao-para-equilibrar-mercado.html

sábado, 22 de junho de 2013

Ideia sustentável

Incinerador queima o lixo e produz energia elétrica na Alemanha


A região de Munique, na Alemanha, aprendeu a usar a riqueza que está no lixo. O país é considerado modelo quando o assunto é incineração. A 30 km do município, na zona rural, o incinerador de Geiselbullach é considerado um modelo de eficiência na queima do lixo e no aproveitamento da energia que ele produz.

A usina foi inteiramente financiada pela prefeitura de duas pequenas cidades da Baviera e não tem fins lucrativos. A estrutura, aparentemente complexa, possui o que há de mais moderno para evitar que substâncias tóxicas prejudiquem a saúde humana.

O diretor técnico, Johannes Bruhl, informa que o filtro da chaminé é feito de gorotex, uma membrana artificial, capaz de reter boa parte dos gases, que não é a única barreira para os venenos produzidos pelo lixo. Da sala de comando, é possível controlar a quantidade de toxinas que se formam durante a incineração do lixo. Tecnicamente, os funcionários são capazes de evitar que os elementos tóxicos saiam da usina e contaminem o meio ambiente. Os técnicos fiscalizam 24 horas por dia a formação de cada tipo diferente de gás e podem intervir aumentando a quantidade de substâncias químicas usadas para neutralizar as toxinas.

Metade do lixo produzido por 300 mil habitantes é destruída pelo incinerador, que também produz energia elétrica. A outra parte é reciclada. Bruhl observa que, quando descobriram que a capacidade energética do lixo era quase igual à do carvão, a região mais rica da Alemanha entendeu o quanto desperdiçava. O lixo queimado abastece de energia elétrica 50 mil pessoas e várias indústrias da região, como uma fábrica de pão, que paga contas de luz 30% menores do que antes.

A população que vive perto da usina recebe pelos tubos a água quente que faz funcionar o aquecimento das casas. Quanto maior a tubulação, maior o número de pessoas beneficiadas. O mesmo sistema poderia abastecer a refrigeração de cidades tropicais, que dependem de ar-condicionado.

Caso esse incinerador fosse instalado em São Paulo, teria que ser 35 vezes maior. Seria uma obra gigantesca e não recomendável por causa da segurança. Para resolver o problema do lixo na Grande São Paulo, os especialistas alemães aconselham de cinco a dez incineradores sete vezes maiores do que o Geiselbullach.

No Ministério de Infraestrutura da Baviera, o diretor de mercado estrangeiro Georg Reichl afirmou que o governo local cometeu alguns erros, e gastou muito dinheiro testando tecnologias que não funcionaram muito bem. “Aprendemos muitos e o que podemos fazer agora é repassar o que deu certo”, explica.

Fonte: http://g1.globo.com

domingo, 16 de junho de 2013

Espírito Santo - Desenvolvimento em ação.

Construção de ramal em ferrovia que ligará Linhares ao Rio de Janeiro é anunciada pelo Governo Federal



A extensão, até Linhares, da ferrovia que ligará Vitória ao Rio de Janeiro foi anunciada em primeira mão na manhã desta terça-feira (11) pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) do governo federal, Bernardo Figueiredo, durante o seminário Logística é Solução, realizado pela Rede Vitória no Centro de Convenções da capital.
A extensão da ferrovia foi incluída no Programa de Investimentos em Logística lançado pelo governo federal, que terá recursos da ordem de R$ 20 bilhões/ano para ampliar a rede ferroviária e renovar a malha rodoviária do país. Além de garantir a ligação do Espírito Santo com a malha ferroviária do país, a linha férrea contribuirá para alavancar a economia dos municípios vizinhos ou que serão cortados por ela e a extensão até Linhares é estratégica para atender às necessidades do polo gás-químico que a Petrobras implanta na região.

De acordo com Bernardo Figueiredo, já está agendada para o próximo mês a realização de uma audiência pública em Vitória para discutir o projeto com a sociedade, poder público e lideranças empresariais. “Eu combinei com o governador Casagrande que já em julho nós vamos fazer a audiência pública aqui em Vitória para discutir o projeto. O governador vai organizar isso com a ANTT. O estudo já está pronto e esse vai ser um dos primeiros trechos a serem licitados. Até o mês de dezembro, todo esse programa, seja de rodovias, seja de ferrovias, vai estar licitado, com todos os editais publicados e alguns deles já contratados”, afirmou o presidente da EPL.

“Linhares está em processo de licenciamento do polo gás-químico, que é uma enorme planta de fertilizantes, e esses fertilizantes têm que ir para o Centro-Oeste. O trem que vai trazer soja vai levar fertilizante, e essa é a importância dessa ferrovia. A Manabi, se instalando também em Linhares, leva em conta em seu planejamento a possibilidade de deixar de investir num mineroduto que traga o minério de Minas Gerais para, em substituição, utilizar a ferrovia. Os empreendimentos estão todos sendo construídos atrelados a grandes projetos industriais, e provavelmente nas próximas semanas devemos anunciar um novo empreendimento portuário aqui no Espírito Santo que pode ser alavancado pela concretização dessa infraestrutura que está sendo montada”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Nery de Rossi.

Essa e outras soluções para os gargalos logísticos do Estado e do país foram discutidos no seminário da Rede Vitória, que teve o apoio do Governo do Estado do Espirito Santo, prefeituras da Grande Vitória, Samarco, Fibria, Technip, Sindirochas e Codesa e contou com a presença de importantes lideranças empresariais e políticas.

Fonte: http://www.folhavitoria.com.br

segunda-feira, 10 de junho de 2013

As oportunidades se multiplicam

Aracruz é destaque na geração de empregos

O Espírito Santo gerou 8.460 novos postos de trabalho com carteira assinada em abril, um crescimento de 1,10% em relação ao mês anterior e a segunda maior elevação de empregos no país, perdendo apenas para Goiás (+1,59%). Dentre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os que mais empregaram foram Linhares (+1.125) e Aracruz (+759). No acumulado do ano, Serra lidera o total de empregos gerados (+2.075).

A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O bom desempenho na carteira de empregos no Estado é devido, principalmente, ao aumento das vagas nos setores da agropecuária (+5.705), indústria de transformação (+1.647 vagas) e serviços (+800).

Na indústria de transformação, os subsetores que mais se destacaram foram química e produtos farmacêuticos (+392), mecânica (+384) e produtos alimentícios e bebidas (+248). Já no setor de serviços, os subsetores que mais empregaram foram médicos e odontológicos (+465) e transporte e comunicação (+430).

No acumulado do ano (janeiro a abril de 2013), já foram gerados 10.370 empregos formais no Espírito Santo, sendo o setor agropecuário o que mais contribuiu para o resultado (+5.883), seguido pelo setor de serviços (+5.215) e pela indústria de transformação (+1.714).

O Brasil cresce por aqui - Aracruz

Obras do estaleiro Jurong - Aracruz ES
Reportagem do maior jornal do país, a Folha de S. Paulo, em sua edição de 26 de maio último, destaca o município de Aracruz entre os que mais crescem economicamente no Brasil, e aponta o Estaleiro Jurong (EJA) como o responsável pela conquista. A reportagem, na íntegra, é transcrita abaixo.
 O quebra-mar que se pode avistar desde a praia de Barra do Sahy, sugere que a calmaria do pequeno distrito de Aracruz tende a mudar. A obra denuncia a chegada do estaleiro singapuriano Jurong, um investimento de R$ 1 bilhão e que deve empregar 6.000 pessoas no auge da operação, em 2016. O contingente equivale a 7% da população da cidade, segundo o Censo de 2010.
 Superada a especulação da mudança para o Norte do Rio de Janeiro, a fim de atender ao empresário Eike Batista, a construção avança e amplia expectativas de moradores e empresários de aproveitar oportunidades que surgirão. Ramon Spinassé, sócio de um posto de gasolina, hotel e restaurante que fica perto da obra, constrói em cima do seu escritório um auditório para acomodar 80 pessoas. Pretende alugar o espaço para treinamentos do Jurong, da Fibria (antiga Aracruz Celulose) e seus fornecedores.
 Ele diz que queria alugar caminhões para a Carioca Engenharia, contratada para fazer o quebra-mar do Jurong, mas perdeu a concorrência. "Forneço o combustível", conta. Aracruz entrou para o mapa da economia nacional devido ao crescimento da empresa que levava o seu nome, a Aracruz Celulose. Maior empresa local – o que pode ser percebido pelas florestas de eucalipto a perder de vista – a companhia passou por dificuldades na crise de 2008 e foi vendida.
O jornal paulista lembra que trânsito e educação são desafios do presente em Aracruz. A expectativa de geração de empregos em massa já provoca um fluxo de pessoas para a cidade, afirma o prefeito Marcelo Coelho (PDT). Segundo ele, há pessoas vindo do Sul da Bahia e de Minas Gerais para a região, o que está levando o gestor a tentar antever a administração do crescimento da cidade.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Canais de Distribuição

Principais Canais de Distribuição - A escolha certa gerando resultados


Canal de Distribuição é o caminho escolhido por uma empresa para fazer seus produtos chegarem aos consumidores certos, no local e no momento exato. Ou seja, canal de distribuição é a área do Marketing encarregada de colocar o produto adequado no momento e no local em que ele for necessitado pelos consumidores.

Essas atividades começam quando a organização opta pelo tipo de canal que será usado para distribuir fisicamente seus produtos. Trata-se de uma importante etapa do Marketing, pois sem uma estrutura de distribuição eficaz uma empresa terá dificuldades de atingir seu público-alvo, mesmo comercializando bons produtos.

As pessoas têm cada vez menos tempo e apesar de o ato da compra ser algumas vezes interessante, os consumidores racionalizam o tempo gasto nessa atividade. Dessa forma, pode-se dizer que a principal função de um Canal de Distribuição é fazer com que o produto chegue rapidamente ao local em que os consumidores esperam encontrá-lo.

Mas, colocar os produtos no lugar certo quando os consumidores se dispuserem adquiri-los varia conforme o público-alvo e o tipo de produto comercializado. Em função disso, veremos abaixo alguns tipos de estratégias de distribuição muito utilizadas pelas organizações:

Sistema de Distribuição Direta  

Nesse tipo de distribuição a empresa não usa intermediários, pois ela vende seus produtos diretamente aos consumidores finais. Ou seja, o produtor tem o controle total das atividades mercadológicas até o recebimento dos produtos pelos consumidores finais. Os principais sistemas de distribuição direta são o sistema de venda porta-a-porta e a venda através de catálogo.

No Brasil algumas organizações utilizam o sistema porta-a-porta com algum sucesso como Avon, Natura e Pierre Alexander. Para comercializarem produtos essas empresas utilizam promotoras autônomas como revendedoras e não vendedores contratados como funcionários. A vantagem desse sistema é que o fabricante exerce maior controle no processo de comercialização e a principal desvantagem é o alto custo de estruturar o sistema logístico de distribuição.

A principal característica do sistema de venda por catálogo é que a empresa envia seu portfólio aos consumidores pelo correio. Mas, para isso é fundamental a existência de um cadastro de clientes potenciais para os tipos de produtos comercializados. O pedido é feito pelo consumidor diretamente à empresa via telefone ou caixa postal, o qual deverá ser processado com agilidade.

As principais vantagens da venda por catálogo é que o sistema possibilita à empresa cobrir o mercado consumidor sem criar estrutura de filiais ou escritórios de vendas e, ao eliminar os varejistas intermediários, os preços dos produtos comercializados poderão ser mais baixos. Como não utiliza intermediário, o sistema está isento do custo das atividades de merchandising e, além disso, os custos de propaganda também são menores – em relação ao uso de varejistas.

Por outro lado, existem consumidores que gostam de manusear o produto antes da compra e, para eles, a venda por catálogo talvez não seja adequada. Outra desvantagem desse sistema é que, apesar da qualidade, o catálogo não provoca o efeito da compra por impulso na mesma intensidade que ocorre ao se visitar um Shopping Center – por exemplo.

No Brasil, a experiência mais tradicional de venda por catálogo é a Hermes – uma empresa familiar do Rio de Janeiro que atua nesse segmento a 50 anos, distribuindo seu catálogo a mais de um milhão de pessoas. Envolvem bijuterias, cosméticos, lingerie, artigos para o lar, calçados e vestuário.

Sistema de Distribuição Exclusiva

Nesse sistema a empresa utiliza um ou poucos intermediários exclusivos a fim de atender a segmentos específicos do mercado consumidor. Os intermediários podem ser representantes comerciais – que levam o produto aos pontos do varejo – ou redes de lojas, as quais tenham a exclusividade na distribuição do produto.

Uma das principais vantagens desse sistema é que ele permite uma parceria com a rede de distribuição que trabalha apenas com a marca do fabricante. Além disso, possibilita uma rápida expansão dos fabricantes, pois eles não precisam investir na formação dos pontos de venda e concentram seus recursos financeiros na produção.

Após garantir grande fluxo de consumidores as lojas se tornam atrativas para outros produtos que sejam vantajosos para aqueles consumidores. Eventualmente o McDonald’s promove eventos voltados para seu público alvo, realizados em conjunto com fabricantes diversos. Isso só é possível devido ao fluxo garantido que a rede de lojas assegura a seus parceiros nessas promoções.

Sistema de Distribuição Intensiva

Visa colocar o produto no maior número possível de pontos de venda e é adequado para produtos de alto consumo, de compra freqüente e preços unitários relativamente baixos. Disponibilizar o produto onde os consumidores esperam encontrá-lo é fundamental para bens de conveniência, pois é muito comum o consumidor trocar de marca caso não encontre aquela marca desejada.

Os pontos de venda podem ser atingidos por equipes de venda dos próprios fabricantes, por representantes comerciais ou atacadistas distribuidores. Muitas organizações utilizam equipes próprias para atender grandes varejistas como hipermercados e redes de supermercados. Por outro lado, o restante do varejo pode ser coberto via atacadistas e/ou representantes comerciais sem vínculo empregatício. A BIC, a Coca-Cola, a Pepsico, a Unilever e a Gillette – por exemplo – utilizam esse sistema de distribuição.



Convênio para a realização dos estudos preliminares foi assinado nesta terça-feira (04) por prefeitos e pelo governador Renato Casagrande.

Vista aérea da cidade de Aracruz, ES
Pelo menos seis municípios do interior do Estado vão receber estudos para melhorias no trânsito. A iniciativa é do Governo do Estado, que decidiu pela contratação de serviços técnicos especializados para elaborar os Planos de Mobilidade Urbana Sustentável e Projetos Estruturantes. A ação conta com investimento de mais R$ 6 milhões. As cidades de Cachoeiro de Itapemirim, Anchieta, Guarapari, Linhares, Colatina e Aracruz foram as contempladas com o projeto. O governador Renato Casagrande (PSB) ressaltou que esse tipo de estudo já foi iniciado na Região Metropolitana de Vitória e, agora, vai se estender para o interior. "Esse plano vai identificar as principais intervenções, obras, aquilo que é preciso fazer para que possamos facilitar o trânsito, priorizando o transporte coletivo e passeio humanizados, como ciclovias e ciclofaixas. Esse estudo vai dar um panorama para as cidades sobre quais obras elas vão precisar", ressaltou Casagrande.
Os prefeitos das cidades assinaram um termo de compromisso, na manhã desta terça-feira (04), no Palácio Anchieta. A empresa que será responsável pelo plano será a Logit Engenharia. As prefeituras terão o prazo de 15 meses para elaboração dos planos e projetos.
O secretário de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Iranilson Casado, adiantou que o Estado não vai fazer exigências sobre obras que podem ser apresentadas nos projetos. "A empresa contratada vai verificar o que existe de projetos e estudos na região a ser implantada. Ela vai fazer o diagnóstico, como contagem de veículos e fluxo, a fim de nortear essas diretrizes para o plano", garante.
Interior
A maioria dos municípios ainda não tem projetos de melhorias no trânsito. Mas o prefeito de Anchieta, Marcos Assad (PTB), adiantou que já existe projeto para a cidade na área de Mobilidade Urbana. "Pretendemos ligar a Praia dos Castelhanos a Ubu por meio de ciclovias. Nos bairros, pretendemos organizar todo o trânsito e dar condições para o acesso livre dos ciclistas e pedestres", relatou.
Já em Linhares, Norte do Estado, o chefe de gabinete Welio Pompermaier - que representou o prefeito Nozinho Correia (PDT) -, disse que a intenção é construir mais uma ponte na região. "Essa nova via irá ligar o bairro Interlagos à estrada de acesso ao balneário de Pontal do Ipiranga. Ela interligará a nova ponte inaugurada no ano passado, criando um anel viário de um fluxo constante, que vai ajudar desafogar o trânsito na cidade", garantiu.
Colatina e Guarapari
O governador Casagrande ressaltou que as cidades de Colatina e Guarapari são as que mais preocupam o Governo do Estado. Entre os pontos de melhoria estão o acesso de Guarapari e a construção de uma nova ponte em Colatina. "A empresa pode agilizar mais os estudos dessas cidades. Mas todos os municípios têm as suas demandas e dificuldades. Os estudos vão ajudar os prefeitos a fazer um planejamento de onde irão fazer os seus investimentos".
Os estudos contam com o apoio do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-ES), Instituto Jones dos Santos Neves e Detran-ES.
Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/06/noticias/cidades/1448406-seis-cidades-do-interior-do-estado-vao-receber-projetos-para-melhorar-o-transito.html

sábado, 1 de junho de 2013

A logística aquece o mercado de seguros.

Por seu porte, os projetos de infraestrutura precisarão contratar quase todos os modelos de apólice

Se há um setor que tem o que comemorar com as grandes obras de infraestrutura e logística que estão sendo tocadas ou planejadas no País é o de seguros. Para o segmento, trata-se de uma oportunidade única, já que, por seu porte e pelos diferentes tipos de risco envolvidos, esses projetos precisam contratar praticamente todos os modelos de apólices existentes no mercado. Tudo começa quando um consórcio vence uma licitação. Geralmente, os editais exigem que os grupos que concorrem apresentem um seguro para garantir a assinatura do contrato.
“Esse tipo de apólice garante que o compromisso seja honrado. Caso o consórcio vencedor falhe nesse sentido, a seguradora pagará a diferença financeira entre o primeiro e o segundo colocados para que esse assuma o lugar do vencedor”, afirma Renato Rodrigues, diretor de grandes riscos da Liberty.
Rodrigues observa que, por representar riscos muito elevados, o seguro de obras de grande porte quase sempre é assumido por um grupo de companhias. No caso de ferrovias, por exemplo, essa divisão pode acontecer por trechos ou mesmo por diferentes tipos de cobertura, que começa no seguro do transporte das peças, passa por riscos durante a construção da linha e pode também atingir os riscos de operação, quando o trem já está transportando pessoas ou cargas.
Uma apólice que tem grande potencial para crescer é a que garante a cobertura de prejuízos decorrentes de atrasos na entrega de obras por algum tipo de acidente, projeta Felipe Smith diretor da Tokio Marine.
Armando Bandechi, líder da unidade de infraestrutura da Marsh no Brasil, calcula que o seguro pode representar uma redução significativa no preço do financiamento perante bancos de fomento. “Quando se consegue reduzir substancialmente o nível de contingências, o impacto pode ser grande, ficando entre 20% e 30%.”