Por seu porte, os projetos de infraestrutura precisarão contratar quase todos os modelos de apólice
“Esse tipo de apólice
garante que o compromisso seja honrado. Caso o consórcio vencedor falhe nesse
sentido, a seguradora pagará a diferença financeira entre o primeiro e o
segundo colocados para que esse assuma o lugar do vencedor”, afirma Renato
Rodrigues, diretor de grandes riscos da Liberty.
Rodrigues observa que, por
representar riscos muito elevados, o seguro de obras de grande porte quase
sempre é assumido por um grupo de companhias. No caso de ferrovias, por
exemplo, essa divisão pode acontecer por trechos ou mesmo por diferentes tipos
de cobertura, que começa no seguro do transporte das peças, passa por riscos
durante a construção da linha e pode também atingir os riscos de operação,
quando o trem já está transportando pessoas ou cargas.
Uma apólice que tem grande
potencial para crescer é a que garante a cobertura de prejuízos decorrentes de
atrasos na entrega de obras por algum tipo de acidente, projeta Felipe Smith
diretor da Tokio Marine.
Armando Bandechi, líder da
unidade de infraestrutura da Marsh no Brasil, calcula que o seguro pode
representar uma redução significativa no preço do financiamento perante bancos
de fomento. “Quando se consegue reduzir substancialmente o nível de
contingências, o impacto pode ser grande, ficando entre 20% e 30%.”


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