Brasil precisará importar 200 mil toneladas de feijão.
O ministro da Agricultura, Antônio
Andrade, disse que a redução de 10% para zero na Tarifa Externa Comum (TEC)
sobre as compras de feijão feitas de países de fora do MERCOSUL, anunciada na
segunda-feira, é importante por causa da quebra da safra na região Nordeste e
no norte de Minas Gerais. Segundo ele, para equilibrar o mercado, o Brasil
precisa importar 200 mil toneladas de feijão até o fim de outubro.
"No caso do feijão, temos uma
dificuldade em criar estoques reguladores porque quanto mais velho pior é a
qualidade do grão. Esperamos voltar a um equilíbrio da produção na próxima
safra", disse Andrade ao chegar ao Ministério de Minas e Energia, para
reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Redução de alíquota
Na segunda-feira, o governo anunciou a
redução de 10% para zero do Imposto de Importação de vários tipos de feijão,
com o objetivo de conter a alta dos preços do produto no mercado interno, em
mais um esforço para controlar a inflação. A medida é temporária e vigora até
30 de novembro deste ano.
Menor área de plantio
Os levantamentos da Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab) mostram que houve retração na área plantada de feijão
tanto na safra de verão (-7,2%), semeada no segundo semestre do ano passado,
como na segunda safra, que foi plantada no primeiro trimestre deste ano
(-9,5%).
Aumento insuficiente
A projeção da Conab é de aumento no
plantio da safra de inverno (+1,0%), que está sendo semeada, mas insuficiente
para compensar a retração das duas outras safras. A estimativa total da Conab é
de recuo de 235,2 mil hectares no plantio de feijão, para 3,026 milhões de
hectares. A expectativa é de queda de 2,7% na produção, para 2,84 milhões de
toneladas.
Fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/06/brasil-precisara-importar-200-mil-t-de-feijao-para-equilibrar-mercado.html


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